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As criptomoedas estariam com os seus dias contados?

Da ascensão à uma série de polêmicas, assim tem sido a febre das criptomoedas que alimenta a cada dia o apetite de investidores em todo mundo. Segundo o site NeoFeed negócios, o segmento vem colecionando uma série de polêmicas que pode colocar em xeque a continuidade da ascensão das criptomoedas.

O mercado das criptomoedas está cercado de controvérsias, principalmente por causa de um caso envolvendo uma das principais criptomoedas do Canadá, a Quadriga CX, que anunciou por meio de uma postagem no facebook, a morte do seu fundador durante uma viagem de férias na Índia, vítima de complicações no quadro da doença de Crohn.

Recentemente usuários da Quadriga CX entrou com uma ação na justiça solicitando a exumação do corpo do fundador da moeda. A justificativa do pedido de exumação é que os investidores pretendem confirmar a identidade e a causa da morte.

Parte do pedido de exumação justifica as suspeitas de que o dono da moeda teria forjado sua morte, uma vez que o fundador da criptomoeda era a única pessoa a ter senhas e acessos às carteiras digitais que contem ao menos 180 milhões de dólares canadenses investidos em criptomoedas de cerca de 115 mil usuários.

Fundada no ano de 2013, a moeda já era alvo de questionamentos antes mesmo da morte de seu fundador, em virtude de uma série de casos de atrasos em saques e disputas judiciais. Relatos do NEOFEED, dão conta de que em janeiro de 2018, o Canadian Imperial Bank Of Commerce congelou 30 milhões de dólares em fundos da empresa por não conseguir identificar os seus proprietários.

Perdas e danos

A saga da Quadriga CX fecha o ano no qual as criptomoedas estiveram no centro de outras polêmicas. As fraudes relacionadas ao segmento geraram um prejuízo de mais de 4,26 bilhões de dólares apenas no primeiro semestre. Somente em 2018, as perdas ficaram em torno de 1,7 bilhão de dólares.

As fraudes e prejuízos ligados às criptomoedas que vieram à tona em 2019 traz exemplos de diversos países. Relatos apontam que em Israel, dois irmãos foram presos por terem roubado mais de 100 milhões de dólares em criptomoedas através de sites que imitavam as principais bolsas de valores do setor.

A plataforma Binance teve mais de 40 milhões de dólares roubados por criminosos digitais. Outros casos semelhantes aconteceram no Japão, Reino Unido, Holanda e Singapura. Um exemplo claro e emblemático é o da empresa OneCoin, liderada por Ruja Ignatova, que se autoproclamava a rainha das criptomoedas, que criou uma criptomoeda para rivalizar com o bitcoin. De agosto de 2014 a março de 2017, a companhia captou cerca de 4 bilhões de libras, o equivalente a 21 bilhões de reais e desde então, Ruja desapareceu, assim como os pagamentos dos rendimentos previstos aos investidores.

O Brasil não ficou de fora da confusão, o Grupo Bitcoin Banco, do empresário Cláudio Oliveira, que ficou conhecido como Rei do Bitcoin, é acusado de fraudes ao reter saques dos usuários de suas corretoras NegocieCoins e Tem TBC, desde maio o grupo vem enfrentando uma série de ações na justiça. No mês de novembro a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial.

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